CENA SEM HISTÓRIA

dscf5818Olhou em seus olhos e imaginou sua intimidade. Como gostava das carícias, gemendo baixinho no deslize dos dedos. Como eles subiam por suas pernas, contornando o abdômen, resvalando em seus seios. A respiração ofegante se continha com a proximidade dos pêlos pubianos e se liberava com o desvio de caminho. Quando finalmente invadia aquela densidade, respirava em espasmos, sentindo o dedilhar entre os grandes lábios. Pressionava-os na junção do clitóris, lubrificando-o com o sulco da buceta. Achava-se no clímax, mas não estava nem próximo do êxtase. Era apenas um reconhecimento para libertar-se das amarras cotidianas.

O calor estremece seu corpo. Movimentos circulares liberam choques por sua pele, retrai suas pernas aprisionando-o dentro de si, transformando-se em sua intimidade selvagem. O desejo instintivo se aflora, desabrochando a sua fragilidade. Ele a conduz desarmada, domando seus movimentos. Penetra nas paredes encharcadas, deslizando suavemente em fluxo e refluxo. Segura suas coxas, domina a sua nuca, prende seus olhos e avança em sua privacidade. O sangue não se decide se pulsa na cabeça ou no sexo e ofegante, desfalece. Ela se levanta diante da sua indecisão, prende-o entre suas coxas e monta em seu vacilo. Prende-o com seu calor, rebolando com desejo. Domina seus olhos, segura sua nuca, avança em suas coxas e prende sua privacidade. Em segurança, fecha os olhos e explode em orgasmos. Em sua intimidade, ela confiou e foi confiada.

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